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sábado, 29 de outubro de 2011

LULA VAI RECEBER MAIS 50 TÍTULOS DE DOUTOR


 

O ex-presidente Lula já recebeu sete títulos de doutor honoris causa. Espantoso é que o petista tem convites para receber mais 50 certificados desses – está como que banalizando o título, não é mesmo? Já foi reconhecido pelas universidades brasileiras, na França, em Coimbra, a famosa instituição de ensino de Portugal e ainda ontem foi homenageado no México. Recebeu o prêmio Amália Solórzano, que é oferecido a personalidades que se destacaram no desenvolvimento de seus países. Segundo o Inaldo Sampaio, da Folha de Pernambuco, a próxima homenagem será na Universidade Hebraica de Israel.

Enquanto analfabetos funcionais espalhados pelo país ainda consideram o ex-torneiro mecânico um mero grosseirão, ao mesmo tempo em que a grande mídia do país tenta desconstruir a imagem do Lula, ele continua sendo o cara para o povo brasileiro que se beneficiou com suas ações de governo, para americanos, portugueses, franceses, israelenses, argentinos, mexicanos, alemães.

Deve ter alguma coisa errada nessa história toda. Será que dirigentes políticos europeus, africanos, asiáticos, americanos, do Oriente Médio, esse povo das universidades de vários países ficaram completamente cegos? Emburreceram? Vai ver que não, pode ser que a burrice esteja por aqui mesmo, alimentada pela mídia que ainda não se conforma desse cara ter sido presidente da república do Brasil durante oito anos, ainda tendo a desfaçatez de deixar no seu lugar essa mulher.

Muita gente vai estrebuchar. Mas o que se há de fazer? É escrever para essas universidades reclamando ou passar um e-mail para o papa. (Na foto Lula recebe o título de doutor honoris causa em Coimbra, Portugal).

AS LIÇÕES DE UM MESTRE.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

AS LIÇÕES DE ARRAES NA POLÍTICA BRASILEIRA

Miguel Arraes nasceu no Ceará, mas fez sua carreira política em Pernambuco. Foi deputado federal, prefeito de Recife e governador do Estado por três vezes. Político sério, vinculado às esquerdas, tinha porém a compreensão de que para conquistar o poder e administrar era preciso costurar alianças com setores conservadores, com a direita. Paulo Guerra, Antônio Farias, Armando Monteiro Filho, Carlos Wilson foram alguns dos políticos atraídos pelo projeto ideológico do velho líder de estilo pessedista.

O importante, pregava Arraes, é manter a hegemonia das forças da esquerda, ou do campo popular.

O ex-governador ensinou o caminho das pedras, inclusive a aliados que viraram inimigos. Jarbas Vasconcelos, derrotado na disputa pelo governo, em 1990, obteve estupenda vitória eleitoral, em 1998, quando se aliou a adversários históricos do PFL, à frente Marco Maciel e Roberto Magalhães.

Lula também conviveu com Miguel Arraes, bebeu na fonte de sua sabedoria política. E só quando abandonou o purismo ideológico, seguindo um receituário parecido com o praticado pelo velho líder das esquerdas pernambucanos, conseguiu vencer as forças conservadoras que o combatiam. E para se manter e vencer novamente, chegar até o fim e eleger a sucessora, continuaria fazendo aliados à direita, muitas vezes tendo de pagar um alto preço por isso.

Só um tolo, um ingênuo em política, acredita que se pode ganhar a eleição e governar Pernambuco ou o Brasil sem o apoio dos partidos, de alguns grandes empresários, de lideranças que comandam grandes feudos regionais. Collor, mesmo tendo sido eleito com apoio maciço da direita e das forças conservadoras, quebrou a cara quando pensou estar acima da sociedade, do Congresso, dos coroneis do interior e dos coroneis do asfalto. A tal da governabilidade não é fácil, Fernando Henrique, Lula e Dilma que o digam.

No Brasil, como na Argentina e outros países da América do Sul, os políticos mais experientes têm na cabeça a lição do Chile. Uma experiência socialista, um presidente verdadeiramente democrata querendo levar o país a mares nunca antes navegados. Sem uma coalização conservadora, contra ele os grandes empresários, a mídia e o Governo dos Estados Unidos da América, foi assassinado dentro do Palácio Presidencial e ainda passaram à história a versão de que Salvador Allende se suicidou. Depois veio Pinochet, um dos golpistas traidores, e foram anos de horror.

Horror que durante quase três décadas tomou conta da América do Sul. Com a ajuda dos Estados Unidos (que podem gostar de democracia lá, pra eles) se estabeleceram ditaduras no Brasil, no Chile, na Argentina, no Paraguai, no Uruguai, no Peru.

Arraes tinha consciência disso tudo e sofreu a noite negra da América do Sul na pele, amargou 16 anos de exílio.

Lula sabe o que é isso pois quando começou a fazer política os trabalhadores apanhavam dos homens de farda no meio da rua e iam para a cadeia por ousar pedir melhores condições de trabalho. Quando sua mãe estava à morte, o ex-presidente estava numa das cadeias da ditadura brasileira.

Achar que Arraes e Paulo Guerra eram iguais, que Lula é o mesmo Sarney, é desconhecer a história e a política. Nem eram iguais nem foram amigos. Se juntaram casualmente por interesses políticos. O importante, lembro novamente o ex-governador, é manter a hegemonia das forças progressistas e populares. É governar com o sentimento do mundo e com os olhos voltados para os que mais precisam.

Arraes e Lula fizeram assim. Por isso estão no coração do povo. Os inimigos podem chamá-los do coronéis, comunistas, oportunistas, analfabetos, maus administradores, acusá-los de coniventes com a corrupção, do que quiserem, este discurso não vai colar junto ao povão.

Os que conseguiram uma vaquinha, um bico de luz em casa, água no terreiro, um emprego, condições de comprar comida, vestir feito gente decente, adquirir seu primeiro carrinho, ver o filho pobre na universidade, andar de avião, ser tratado como gente, feito o patrão... Esses aí, milhões de Marias, Antônio e Josés não vão trocar a vida que conquistaram para si e seus filhos por discurso bonito de nenhum doutor.

Lula tem seus defeitos, como Arraes tinha os dele. Eles, no entanto, fizeram uma obra que a elite e seu séquito de bajuladores não consegue entender: inverteram a lógica do processo e mesmo aliados a setores conservadores trabalharam fazendo mais para os pobres do que os que antecederam. Só isso. E os pobres, mesmo que saibam que os governos têm obrigação de fazer (não é favor), lembrados de que os outros não fizeram por eles, são gratos aos que foram seus aliados, amigos até, transformando suas vidas para sempre.

(Foto: Dom Hélder Câmara e Miguel Arraes - dois "comunistas" que atemorizavam a direita nos anos de chumbo do país).

MÉDICO DEIXA O PLANTÃO PARA TOMAR CERVEJA

 Uma senhora precisou do hospital público de Caetés, ontem à noite, e informaram à mesma que o médico plantonista tinha precisado vir a Garanhuns, atendendo a uma solicitação da esposa. Acontece que ao andar um pouco pela cidade a mulher passou em frente a um restaurante e viu que lá dentro se encontrava o profissional de saúde procurado, tomando uma cerveja.  Ela não perdeu tempo: tirou uma foto pelo celular e procurou o vereador Severino Gordo para fazer a denúncia. De acordo com o parlamentar, dois erros foram cometidos: primeiro o médico se ausentar do plantão para beber; segundo a funcionária mentir, dizendo que ele tinha ido atender assuntos urgentes em outra cidade. (A foto e as informações foram enviadas ao blog pelo vereador Severino Gordo).

NOTA - Moradores de Caetés, independente de posicionamento político contra ou a favor do  Governo Municipal, passaram mensagens eletrônicas e telefonaram para elogiar o comportamento profissional do médico envolvido neste episódio, Dr. Renan. O blog tentou contato com o mesmo, mas sem sucesso. Os que o conhecem, porém, garantem que se trata de um profissional exemplar, com muitas amizades na cidade, capaz de atender a todos - independente de política - sempre com atenção e responsabilidade. Com relação a esse flagrante da cerveja na hora do plantão no hospital, o espaço está aberto para que o próprio doutor dê a sua justificativa.

PALÁCIO PREPARA RETIRADA DO NOME DE ANTÔNIO DOURADO

 

O Palácio das Princesas deve recuar com relação a pré-candidatura de Antônio João Dourado à Prefeitura de Garanhuns. A saída de Milton Coelho da presidência do PSB pode ser encarado como o primeiro sinal da mudança de curso, embora esta tenha sido motivada por outras razões. De todo modo, o ex-dirigente foi infeliz em seu posicionamento quando comentou o clima político do município, deixando algumas autoridades e cidadãos comuns com os brios feridos. O novo comandante do Partido Socialista em Pernambuco, Sileno Guedes (foto), hoje, no Blog da Folha, dá mais um passo na estratégia dos governistas: anuncia que a transferência de domicílio do prefeito de Lajedo foi ideia exclusivamente sua, sem nenhuma participação nisso de Eduardo Campos.  Ao desvincular o projeto do prefeito das intenções do governador, o sucessor de Milton Coelho praticamente entrega Dourado às feras, pois ele não tem como enfrentar sozinho essa resistência que se agiganta na cidade contra a imposição do seu nome.

Se alguém ainda tem dúvidas de que o PSB vai jogar a toalha da pré-candidatura de Antônio Dourado, é só aguardar que ainda neste final de semana o presidente do Diretório Municipal de Garanhuns, Ivan Rodrigues, deve divulgar uma nota oficial à imprensa se posicionando pela primeira vez sobre o caso. E seguindo a linha de Sileno Guedes deve preparar o terreno para uma retirada honrosa do prefeito de Lajedo da trapalhada em que se meteu.

Não há dúvidas a esta altura que os blogs, os radialistas, os jornalistas, os partidos políticos, o prefeito Luiz Carlos, o deputado estadual Izaías Régis, os vereadores que atuaram no processo, a sociedade civil e todo garanhuense que se posicionou contra a imposição de uma candidatura estão a ponto de comemorar a vitória contra o projeto da candidatura alienígena. Quando tudo se confirmar é tratar de arranjar candidatos bons aqui mesmo entre os que vivem o dia a dia da cidade e esperar que a população faça sua parte em 2012 elegendo alguém com condições de dar a Garanhuns tudo que esta faz por merecer há muito tempo.

BOMBA - Lula está com Câncer na laringe e fará quimioterapia



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 66 anos, "está ótimo", segundo o médico Paulo Hoff, um dos responsáveis pelo tratamento que o ex-presidente vai fazer contra o tumor detectado em sua laringe. Em entrevista ao G1, Hoff, disse que Lula estava apresentando rouquidão acima do normal, o que o levou a fazer os exames e permitiu detectar o tumor.

O hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, informou na manhã deste sábado que Lula será submetido a um processo de quimioterapia para tratamento do tumor.

Lula estava apresentando "rouquidão acima do normal", segundo o médico. "Ele fez os exames, detectou o tumor e agora vai tratar", disse.

Segundo Hoff, o presidente pediu que sua doença fosse tratada "com transparência", mas preferiu não revelar a quantidade de sessões de quimioterapia pelas quais ele vai passar.

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Lula fará quimioterapia para tratar tumor na laringe, informa hospitalCâncer de laringe responde por 25% dos tumores na cabeça e pescoçoA assessoria de imprensa do Instituto Lula, organização não-governamental do ex-presidente, ele iniciará o tratamento na próxima segunda.

De acordo com nota da entidade, Lula foi ao hospital nesta sexta em razão de dores na garganta.

A laringe é um órgão situado na região do pescoço e tem funções respiratórias e relacionadas ao aparelho vocal.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, o câncer de laringe atinge principalmente homens e é um dos mais comuns na região da cabeça e pescoço.

O site do instituto informa que fumantes têm dez vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe que pessoas que não fumam.

O câncer de laringe representa cerca de 25% dos tumores malignos na região da cabeça e pescoço, segundo o site do Inca. O instituto informa que dois terços dos tumores do gênero ocorrem na corda vocal.

Na última quinta (27), o ex-presidente comemorou no apartamento onde mora, em São Bernardo, o aniversário de 66 anos. Na segunda (22), ele esteve em Manaus (AM), ao lado da presidente Dilma Rousseff, participando da inauguração de uma ponte sobre o Rio Negro.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo hospital:

"BOLETIM MÉDICO

29/10/2011

11h00

O Ex-Presidente da República, Sr. Luís Inácio Lula da Silva realizou exames no dia de hoje no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, tendo sido diagnosticado um tumor localizado de laringe.

Após avaliação multidisciplinar, foi definido tratamento inicial com quimioterapia, que será iniciado nos próximos dias. O paciente encontra-se bem e deverá realizar o tratamento em caráter ambulatorial.

A equipe médica que assiste o Ex-Presidente é coordenada pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz, Luiz Paulo Kowalski, Gilberto Castro e Rubens V. de Brito Neto.

Dr. Antonio Carlos Onofre de Lira
Diretor Técnico Hospitalar
Dr. Paulo Cesar Ayroza Galvão
Diretor Clínico"
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AGORA COMIGO: Garanhuns está com Lula e por sua completa recuperação, pois se trata de uma das figuras mais importantes da história do Brasil e ainda tem muito a contribuir com o povo brasileiro, e nós, conterrâneos, temos o orgulho de ter nascido na mesma terra.
Até os adversários políticos entendem a importância fundamental da condução deste homem do povo à presidência do país. O mundo também entende assim.
Força Lula, a batalha agora é outra, mas outra vez, estamos contigo!
fonte: www.g1.com.br / RONALDO CESA.

Eles não são ex alunos, eles são soldados da PMPE, e estavam no estrito cumprimento do dever, isso é no meu entender como leigo. Pra mim isso foi um acidente de trabalho e espero que o Tribunal do Júri reconheça isso. Dizendo a expressão ex-alunos já soa a discriminação induzindo o júri a uma outra decisão, ou seja, se a própria Instituição deles achou que eles estavam errado, então porque os jurados iriam achar diferente!

Ex-alunos da PMmorte de adolescente
 vão a Júri por
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
28/10/2011 | 17h43 | Crime



Os ex-alunos do Curso de Formação da Polícia Militar de Pernambuco, Baltazar Arantes e Silva e Eduardo de Souza Xavier serão julgados pelo 1º Tribunal de Justiça do Recife, no Fórum Rodolfo Aureliano, na terça-feira (1º), a partir das 14h. Eles são acusados do assassinato do adolescente Denis Francisco do Santos, na época com 14 anos de idade, ocorrido no dia 13 de janeiro de 2008, durante prévia de carnaval realizado na Avenida do Forte, bairro do Cordeiro, Recife. 

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o adolescente foi abordado pelos ex-alunos durante uma prévia carnavalesca. Na ocasião, o adolescente Denis Henrique se divertia na festa quando Baltazar Arantes, na condição de aluno do Curso de Formação de Policiais (CFAP), segurou o pescoço da vítima, num golpe denominado “chave de braço” ou “gravata”. O golpe impossibilitou a respiração de Denis, que segundos depois perdeu a consciência e foi arrastado por Baltazar, juntamente com o também então aluno da PM, Eduardo de Souza. O adolescente foi jogado no chão num lugar próximo, tendo sido, minutos depois, constatada a morte cerebral, em razão da asfixia mecânica, conforme laudo da perícia.

No Júri de terça-feira, o Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec) vai atuar como assistente de acusação do MPPE, através dos advogados Marcelo Santa Cruz e Aryanne Vasconcelos. A entidade acompanhou o caso desde o início, através de seus advogados e junto ao Conselho Tutelar.Fonte: Pernambuco.com/Diário de Pernambuco

Vazamento no Enem: OAB é impossível calcular extensão do vazamento do Enem

 

O presidente da OAB Nacional, Ophir Cavalcante (Leonardo Carvalho/Folhapress) Para Ophir Cavalcante, questões da prova federal podem ter chegado às mãos de mais estudantes. Por isso, advogado recomenda anulação do exame. Diante do vazamento de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Ceará, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, defende a anulação da prova em todo o país. Em entrevista ao site de VEJA, o advogado recorda problemas similares ocorridos com exames da própria Ordem em São Paulo e afirma que a reação do Ministério da Educação (MEC) ao episódio foi insatisfatória,...

Em 2010, Brasil registrou mais de 40 mil mortes por acidente de trânsito

O ano de 2010 registrou o maior número de mortos em acidentes de trânsito em estradas, ruas e avenidas do País em ao menos 15 anos, segundo o Ministério da Saúde. Ao todo foram registrados cerca de 40.610 óbitos no Brasil, uma média de 111 por dia, 8% mais que em 2009. As internações hospitalares de vítimas do trânsito também subiram (15%), beirando 146 mil no ano, de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo.

Entre os motivos para o aumento das mortes apontados por técnicos está o relaxamento da Lei Seca - a escalada de óbitos havia sido interrompida em 2009, primeiro ano completo após a lei. A elevação da frota de motos também é considerada uma das razões para o alto número de pessoas que perderam a vida no País em acidentes de trânsito. 

Fonte: Diário de Natal com informações do Terra

IMPRENSA DEVE FUNDAMENTAR CRÍTICAS AO JUDICIÁRIO

 
Antonio Celso Aguilar Cortez é desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Revista Consultor Jurídico, 27 de outubro de 2011

De quem trabalha com a liberdade e os patrimônios materiais e imateriais das pessoas o mínimo e o principal que se exige é probidade. Para erros do juiz a legislação contém sistema de controles e revisões que, se não impede eventual falha de caráter, possibilita evitar e/ou corrigir os raros atos de desonestidade, na maioria das vezes. Mais difícil é impedir, reprimir ou corrigir as consequências da difamação, da injúria e até da calúnia espalhadas aos quatro ventos por quem tem à disposição os meios de comunicação e os utiliza com má fé ou irresponsabilidade.

A sociedade civil tem a oportunidade de discutir a importante questão da atuação do CNJ e tem o direito de ser informada a respeito dos fatos que lhe permitam influir sobre o tipo de controle necessário para o Poder Judiciário. A função da imprensa é fundamental. Cabe a ela colher as informações necessárias e esclarecer a opinião pública sem se permitir a influência de “pré-conceitos” desprovidos de fundamentos.

É regra conhecida a que determina ao jornalista ouvir os dois lados sobre fatos controvertidos e buscar a verdade para bem informar o cidadão. A responsabilidade de quem dispõe de espaço e/ou tempo na imprensa exige respeito às diferentes opiniões e impõe separar e informar o leitor/ouvinte/telespectador sobre o que é opinião pessoal e o que é fato.

Ao ceder espaço para “comentaristas” a imprensa deveria esclarecer não apenas sua formação profissional, mas também sua qualificação para comentar o assunto em pauta; por isto, não deveria um juiz ser ouvido sobre assunto de medicina nem o médico opinar sobre o funcionamento do Poder Judiciário, por exemplo, a não ser demonstrando saber do que fala, ou que o faz como cidadão, de modo especulativo, sem compromisso com a verdade, e informando o publico sobre isto. Apenas os jornalistas podem falar o que lhes venha à cabeça sobre tudo, sabendo ou não do que falam.

Já houve quem se valesse de informações colhidas no site do STF para criticá-lo exatamente por falta de transparência. Infelizmente, há pessoas que sob as luzes dos holofotes discursam sobre qualquer coisa, induzindo os incautos a tê-los como porta-vozes da verdade indiscutível. Com suas próprias réguas e compassos, os Torquemadas de plantão são incapazes de admitir que um juiz seja idealista e honesto, não um sangue-suga do Poder Público.

Na questão do CNJ, a imprensa deveria, entre outras apurações, informar quantas punições fez esse órgão, mas informar também quantas os órgãos do Poder Judiciário fizeram no mesmo período. Só assim alguém poderá concluir que algum deles é inoperante.

Parece, todavia, irresistível (des)qualificar singelamente a posição de alguém como “corporativista” apenas porque é contrária à de quem detém o poder de ter a última palavra sobre qualquer coisa. Recentemente, o CNJ abrandou uma punição aplicada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A imprensa nada noticiou até agora.

Se a decisão do CNJ fosse de agravar essa punição, a mídia teria argumentos para provar o corporativismo. Se não tem, silencia. De modo geral, as invectivas são tidas como verdades absolutas e os desmentidos não merecem o mesmo destaque, quando merecem algum. A função de jornalista ou assemelhada confere salvo-conduto para o bem e para o mal. E o despreparo, a desinformação, o preconceito e a má fé causam danos irreparáveis a muita gente, impunemente.

As deficiências do Poder Judiciário são inegáveis, integrado por pessoas sujeitas às paixões humanas, e ninguém quer impunidade para juízes. Mas à imprensa cabe buscar a verdade sobre as divergências. Para acusar de corporativista qualquer juiz é imprescindível se informar sobre sua história e honradez e ouvi-lo, como acabou sendo feito por um órgão de imprensa com o presidente do STF, depois da saraivada de críticas. Teria ele razões para proteger juízes desonestos? Se tem, a imprensa deve dizer; se não tem, não deve ser acusado infundadamente. Cabe procurar saber e divulgar o que o move.

É irrelevante observar que a corregedora do CNJ quis, como deve ter querido, se referir a uma minoria de juízes como ímprobos. Qualquer um sabe que seu discurso pôs em dúvida, de fato, a honestidade, nosso maior patrimônio, de todos nós, porque atirou ao vento sua acusação.

É, sim, ofensivo e encontra apoio em todos que querem desprestigiar e enfraquecer o Poder Judiciário, mais do que melhorá-lo. A fala do presidente do Conselho Federal da OAB, referindo-se a volta a período de trevas, referenda a necessidade de caça às bruxas sem indicar casos concretos que deixaram de ser investigados ou punidos.

Sugere que o CNJ é, ele sim, integrado por pessoas acima das paixões humanas, únicas capazes de por nos eixos o Judiciário. Para discursar sobre corporativismo, a OAB é pouco confiável. Poderia ela tornar público, por exemplo, o modo como é conduzido nos bastidores o ingresso - sem concurso público - de advogados diretamente nos Tribunais, para esclarecer se se trata ou não de sinecura e reserva de mercado corporativista, se possibilita acesso de grandes juristas ao Poder Judiciário e se o faz pelos méritos dos indicados, não por razões eleitoreiras internas, políticas, de tráfico de influência, de compadrio ou de mercado de trabalho e aposentadoria.

Poderia questionar os bastidores do acesso aos cargos de juízes dos Tribunais Superiores e, com relação ao Superior Tribunal de Justiça, o acesso de juízes oriundos do quinto constitucional como se fossem de carreira. E pode, como faz, questionar os inconvenientes de eventual enfraquecimento do CNJ, é óbvio.

Entretanto, é importante deixar clara a importância de se impedir abuso ou desvio de poder, seja de quem for, inclusive do CNJ, sem esvaziá-lo. Cabe a este órgão exigir do Poder Judiciário as medidas saneadoras necessárias e tomar essas medidas se a instituição não se mostrar capaz de atender ao princípio da eficiência, jamais permitindo que se omita, ou atue de modo corporativista.

Mas não se trata da luta do Bem contra o Mal. Entre os maiores defeitos do Judiciário não está a honradez da esmagadora maioria de seus integrantes, que as raríssimas exceções confirmam. De mazelas, como o Poder Judiciário, não estão isentos o CNJ, a OAB e a imprensa. Para saná-las, o discurso deve ser aberto e informado. A demagogia não serve ao Estado de Direito democrático.

domingo, 23 de outubro de 2011

Divulgado disfarces do acusado de chacina de Lajedo - Atenção para o monstro






Polícia divulga disfarces do acusado de ter cometido chacina em Lajedo-PE

A polícia está divulgando a progressão dos possíveis disfarces que o acusado da morte de quatro pessoas em Lajedo, no Agreste do Estado, pode es­tar usando. Os assassinatos aconteceram na madrugada da última segunda-feira na zona rural da cidade, quando uma mãe e seus três filhos foram mortos brutalmente pelo seu ex-companheiro e pai de uma das crianças, Luiz Lopes da Silva Neto, o Luizinho.

A polícia iniciou uma caçada ao criminoso que continua foragido. As buscas estão sendo feitas em Pernambuco e  outros estados. De acordo com o delegado de Lajedo, Altemar Mamedes, o acusado pode ser mais facilmente identificado pela sua estatura, 1,73 metro. Qualquer informação deve-se contactar a polícia pelo Disque-Denúncia: (81) 3719-4545.


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Protesta Brasil : “As passeatas contra a corrupção estão defendendo a Constituição” Por Bolívar Lamounier.



Gilberto Abelha / Jornal de Londrina / “Não estou dizendo que o Brasil nunca teve corrupção. Isso seria uma bobagem. Estou dizendo que agora saiu de controle. O governo Lula perdeu o controle.”
“Não estou dizendo que o Brasil nunca teve corrupção. Isso seria uma bobagem. Estou dizendo que agora saiu de controle. O governo Lula perdeu o controle.”  

Entrevista 

“As passeatas contra a corrupção estão defendendo a Constituição”

Bolívar Lamounier, cientista político e sociólogo
Publicado em 23/10/2011 | Agência O Globo
Mesmo desfocado e com pouco impacto nas ruas, o movimento anticorrupção no Brasil tem dado um recado claro aos políticos sobre a insatisfação da sociedade com os malfeitos do Legislativo e do Executivo. Esta é a opinião do cientista político e sociólogo Bolívar Lamounier, que critica os que veem um viés de direita no movimento afirmando que, desde os anos 50, os protestos contra a corrupção são chamados de “direitistas”, “udenistas”, “lacerdistas” [os dois últimos termos se referem à UDN, partido de direita que fazia forte oposição a Getúlio Vargas e, posteriormente, a João Goulart; e a seu principal líder, o carioca Carlos Lacerda]. “[Os atos anticorrupção] estão defendendo a Constituição”, diz Bolívar.
Como o senhor vê o movimento anticorrupção?
Há intensidade no protesto, principalmente na internet. O problema é o que você faz com ele, para onde canaliza o protesto. Se vai à rua contra o ministro que superfaturou, é um protesto contra a Dilma ou a favor? Ninguém sabe. Ela toma providências, então o protesto pode ser interpretado como apoio ao que ela está fazendo. Outros pensam protestar contra o governo. Não há foco.
O senhor acredita que o movimento seja mais contra a política que contra a corrupção?
Exatamente. E este é o lado ruim da história. Política virou um nome feio, no mundo inteiro, e o Legislativo é o nome mais feio. É muito mais transparente, é mais fácil saber o que aconteceu. O Legislativo é o Judas da História. Esse é o mecanismo pelo qual a corrupção enfraquece a democracia. Por infeliz coincidência, estamos tendo no Brasil um Congresso muito medíocre. Nunca vi nada igual. A corrupção aumentou monumentalmente.
Quando: no governo Dilma, Lula ou Fernando Henrique?
A afirmação é contundente, mas aumentou no governo Lula. Chegou um número grande de pessoas, não digo que todas mal-intencionadas, mas com pouca experiência política, experiência da máquina, muitas mal-intencionadas. Começou um processo de relaxamento das normas de licitação, contratação e superfaturamento. Lula, que tem 80 qualidades, a meu ver tem uns 60 defeitos. Se tivesse tomado providências no início, logo no caso Waldomiro Diniz, teria controlado 50% do problema. [Waldomiro, um dos principais homens de confiança do então ministro José Dirceu, da Casa Civil, foi acusado em 2004, segundo ano do governo Lula, de negociar com bicheiros o favorecimento em concorrências, em troca de propinas e contribuições para campanhas eleitorais.]
O governo Fernando Henrique também é criticado no caso das privatizações[que supostamente foram foco de corrupção]...
Nada foi provado. Fizeram uma bateria de fuzilamento contra o Eduardo Jorge [Caldas] e não tem acusação contra ele. A mesma coisa contra o Luiz Carlos Mendonça de Barros [os dois, ligados ao PSDB, participaram da articulação das privatizações no governo FHC]. O PT, que fazia fiscalização 24 horas por dia no governo FH, não conseguiu provar nada. Não estou dizendo que o Brasil nunca teve corrupção. Isso seria uma bobagem. Estou dizendo que agora saiu de controle. O governo Lula perdeu o controle.* * * * *

Interatividade
Na sua opinião, qual será o efeito dos movimentos populares contra corrupção?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.


fonte:gazetadopovo

Malfeito’ é o codinome da roubalheira promovida por corruptos de estimação

Assaltos, bandidagens, bandalheiras, crimes, cambalachos, delinquências, delitos, embustes, furtos, falcatruas, gatunagens, imposturas, ilegalidades, ladroagens, mutretas, maracutaias, negociatas, patifarias, pilantragens, roubos, sem-vergonhice, tungas, trambiques, vigarices, velhacarias: no dicionário da corrupção, não faltam expressões que definem com muita precisão o que andam fazendo há quase nove anos quadrilheiros federais especializados no atropelamentos da lei em geral e, em particular, no ataque aos cofres públicos. O repertório vocabular quase vai de A a Z.
A discurseira sobre o escândalo protagonizado por Orlando Silva e pelo PCdoB no Ministério do Esporte informa que, para Dilma Rousseff, nenhum desses termos combina com os integrantes do  clube dos cafajestes que dirigiu ao lado de Lula e hoje tenta administrar. Na pior das hipóteses, garante a presidente, os pecadores se envolveram em ‘malfeitos”. Comete um malfeito, por exemplo, o bebê que captura a mamadeira do vizinho de berçário. É um codinome e tanto para a ladroagem promovida por corruptos de estimação.
A novilíngua falada pelos companheiros do PT e seus parceiros da base alugada é bastante inventiva. Mas a esperteza, quando é muita, fica grande e come o dono, cansou-se de avisar Tancredo Neves. Por ordem de Lula, a faxineira de araque desta vez nem fingiu que tem vassoura. Foi logo se prostrando aos pés do padrinho, pronta para advogar em defesa do ministro que chama de Orlandinho. Ao insistir na malandragem semântica, só tornou ainda mais fácil identificar a turma que tem culpa no cartório.
Se alguém diz ou escreve “malfeito” ao tratar de qualquer escândalo federal, das duas, uma: ou é ladrão ou é sócio da roubalheira institucionalizada. Seja qual for a alternativa, é um caso de polícia.